🍴 QUEM É FABRICE LEXTRAIT. E AXEL MBETCHA CENA GASTRONÔMICA FRANCESA?
Fabrice Lextrait atua na interseção entre arte, agricultura e cultura alimentar.
Axel é chef e coordena o projeto Rencontres des Cuisines Africaines na Friche la Belle de Mai, em Marselha, reunindo mais de 70 chefs e operadores culinários de toda a África para celebrar a diversidade gastronômica africana e fomentar projetos que conectam culinária, agricultura e sustentabilidade.
Papel como Coordenador Cultural e Gastronômico
É cofundador da plataforma Chefs in Africa, criada em 2016 com Dieuveil Malonga, uma iniciativa social que conecta mais de 4.000 chefs africanos e da diáspora, promovendo os patrimônios culinários do continente
Atua como coordenador geral das Rencontres des Cuisines Africaines, promovendo troca de saberes, diálogo entre culinária e agricultura local, formação profissional e valorização cultural.
O relatório "Nouveaux territoires de l’art" (2001)
Em 2001, Lextrait elaborou um relatório para o Ministério da Cultura sobre os chamados "Novos Territórios da Arte" — espaços artísticos emergentes como friches, squats e formatos alternativos que romperam com a ideia institucionalizada da arte. O documento analisa como esses locais integrados podem transformar a paisagem urbana e promover experimentações culturais e sociais .
Essa reflexão abriu caminho para projetos que colocam a agricultura urbana e a alimentação local como parte de uma experiência cultural coletiva.
🏗️ 2. A Friche la Belle de Mai – mais do que um centro cultural
Fabrice Lextrait é um dos fundadores da Friche la Belle de Mai, em Marselha, um espaço cultural, urbano e social situado em uma antiga fábrica de tabaco. O local combina residências de arte, hortas urbanas, cozinha comunitária e restauração integrados à programação artística e cidadã .
Ele promove uma "convivência alimentada": sistemas de agricultura local (hortas, legumes e especiarias), cozinha compartilhada, mercados e eventos que unem os visitantes em torno de uma cultura alimentar consciente.
🧩 3. “Les Grandes Tables” e a cultura alimentar integrada
À frente da empresa Les Grandes Tables, Lextrait desenvolveu o conceito de "restauração cultural": restaurantes inseridos em espaços culturais que privilegiam produtos locais, preços acessíveis e uma experiência comunitária e artística. O modelo promove noções de agricultura urbana e cadeias curtas para alimentar inclusive eventos como o Festival Kos-kos em Marselha.
🧠 4. Publicações e textos acadêmicos sobre integração cultural
Lextrait publicou diversos textos e entrevistas sobre a interseção entre infraestruturas culturais, agricultura e práticas alimentares. Entre os destaques:
Entrevista em L’Observatoire (2018): “2001–2018: des nouveaux territoires de l’art aux tiers‑lieux”, onde reflete sobre como esses espaços evoluíram, incluindo dimensões alimentares e ecológicas .
**“Pour une politique culturelle transversale”** (NECTART, 2017), onde defende políticas culturais integrativas que envolvem alimentação, agricultura comunitária e espaços urbanos compartilhados.
🧾 Integração essencial
Elemento Descrição
Arte + Agricultura Criação de hortas urbanas e produção local de alimentos dentro de friches e espaços culturais.
Cultura alimentar Cozinhas comunitárias, restaurantes culturais, festivais (como Kos‑kos) que valorizam produtos locais e tradições alimentares.
Espaços híbridos ("tiers‑lieux") Ambientes onde arte, comida, agricultura e convivência urbana se misturam, promovendo inclusão socioambiental.
🌿 Conclusão
Fabrice Lextrait atua na interseção entre arte, agricultura e cultura alimentar:
1. Intervenções urbanas baseadas em espaços artísticos comunitários.
2. Agricultura local integrada com restauração e programação cultural.
3. Produção de conhecimento e ação política sobre políticas culturais que unem comida, agricultura e arte.
Se quiser aprofundar sobre algum projeto específico—como o Festival Kos‑kos, as hortas na Friche, ou a programação alimentar da Criée—posso buscar mais referências!
🎭 O gestor cultural que criou "restaurantes culturais"
Presidente da empresa “Les Grandes Tables”, especializada em gestão de espaços de restauração em locais culturais como a Friche la Belle de Mai e o Théâtre de la Criée em Marselha, além de estruturas semelhantes em Calais e Clermont‑Ferrand.
Ele implementou o conceito de “restauração cultural”: restaurantes integrados ao contexto artístico dos espaços, promovendo coquetéis entre arte e gastronomia com ofertas acessíveis como pratos a partir de 12 €, meio copo de cerveja a 3 €.
🧠 Um perfil de transição entre arte e gastronomia
Antes de atuar no setor da restauração, Lextrait trabalhou como consultor em políticas culturais, colaborando no gabinete de ministros como Catherine Tasca e Michel Duffour, além de atuar por dez anos como diretor‑geral adjunto na agência de Jean Nouvel, participando do desenvolvimento da Friche la Belle de Mai.
Em 2001, ele publicou um relatório visionário ao Ministério da Cultura sobre os “Nouveaux territoires de l’art”, projetando a transformação de friches, fábricas e espaços alternativos em novos centros criativos.
🏆 Inovador de eventos e festivais gastronômicos.
Ele cofundou os Le Grand Marché paysan, os festivais de Kouss.Kouss, Cuisines en Friche, entre outros eventos que mesclam culinária e cultura urbana diversificada .
O festival Kouss.Kouss foi premiado como símbolo do “viver juntos” em 2022 e ajudou a transformar Marseille em “capital mundial do couscous” durante o evento.
🎯 Um empreendedor cultural e restaurateur
Fabrice Lextrait é o presidente da sociedade “Les Grandes Tables”, responsável pela gestão da restauração em espaços culturais como a Friche la Belle de Mai e o Théâtre de la Criée em Marseille, além de projetos semelhantes em Calais e Clermont‑Ferrand .
🏛️ Arquitetando “restauração cultural”
Desde 2006, ele idealizou o modelo de restaurante integrados à cultura: espaços híbridos onde gastronomia acessível se cruza com arte, oferecendo, por exemplo, pratos a cerca de € 12 e meio copo de cerveja por € 3, com programação cultural e residências artísticas complementando as refeições.
🌍 Artes integradas ao alimento
Para ele, a verdadeira novidade está na fusão entre arte e culinária. Ele destacou eventos como o “Cuisines en Friche”, que combinaram performances artísticas com gastronomia experimental durante Marseille Capital Europeia da Cultura 2013.
🧠 Formação e trajetória institucional
Antes da restauração, Lextrait atuou por anos em políticas culturais: passou por gabinetes ministeriais (Catherine Tasca e Michel Duffour), foi diretor‑geral adjunto na agência do arquiteto Jean Nouvel, participando da criação da Friche desde os anos 1990, além de escrever o influente relatório “Nouveaux territoires de l’art” em 2001, que mapeou espaços artísticos alternativos em França.
📍 Projetos de referência
Les Grandes Tables da Friche: inauguradas em 2006 num antigo salão fabril da Friche la Belle de Mai, com intervenção arquitetônica e programação artística integradas à restauração.
Expansões: projetos similares implantados depois em locais como o 104 em Paris, o Channel em Calais, o Théâtre de la Criée em Marseille e em Clermont‑Ferrand (Grande Tables de la Comédie)
🌟 Valores sociais e culturais
Sua empresa possui um caráter de economia social: emprega cerca de 50 funcionários (que chegam a 100 no verão), arrecada cerca de 5 milhões de euros por ano, e prioriza públicos ligados à arte e cultura, em vez de simples clientela.
✅ Em resumo...
Fabrice Lextrait não é chef, mas sim um empreendedor cultural-gastronômico que idealiza e gerencia espaços de convivência onde a arte e a comida se encontram. Ele constrói modelos de restauração com forte responsabilidade cultural e social — e é tanta a relevância de seu trabalho, que ele opera eventos gastronômicos que transformam a experiência urbana.



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