LIMBO CULTURAL: QUANDO A ARTE CULINÁRIA AFRO-INDÍGENA É IGNORADA.
Vivemos em um limbo problemático.
Ainda persiste, entre muitos gestores de cultura, uma incompreensão sobre a força mobilizadora de nossa Cultura Alimentar.
Essa cegueira nos custa caro — a todos nós que produzimos cultura, valorizamos territórios, honramos as Mestras dos Saberes Culinários tradicionais e enxergamos a culinária como uma arte de solidariedade entre os povos.
Vejo inúmeros gestores exaltando dança, shows e outros artistas — como eu, que estamos em Paris —, mas poucos reconhecem ou promovem nossa culinária como arte ancestral e legado dos povos de matriz afro-indígena.
@MarciaRolemberg, Ministra @MarharethMeneses e @MariaMariguella: é importante destacar que Marseille se tornou a capital da culinária baiana durante o Festival do Kus-kus, e, ainda assim, não houve a divulgação adequada de um evento que reúne tantas culturas.
Nossa culinária tradicional e ancestral merece o mesmo destaque e cuidado que outras expressões culturais.
Tudo isso é profundamente lamentável.


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