AS COZINHAS DE CAMARÕES E DA BAHIA SE RECONHECEM NO GESTO E NO SABOR.
Tenho conversado muito com @Axel Mbbecha, camaroonês, sobre essas semelhanças que atravessam o Atlântico.
O Ekwang, prato tradicional feito de inhame ralado cozido em folhas de taioba, lembra o nosso Bobó de camarão: ambos cremosos, nutritivos, envoltos na força das folhas e carregados de memória ancestral.
Já o Bombolo, também de Camarões, encontra eco na Bahia na pamonha de carimã, preparada com mandioca fermentada, embrulhada em folhas e cozida lentamente.
Duas receitas que revelam como o ato de envolver alimentos em folhas é, ao mesmo tempo, gesto de proteção, símbolo de coletividade e marca de continuidade cultural.
Essas conexões não são acaso. Elas revelam os caminhos abertos pela diáspora africana, que trouxe saberes, técnicas e ingredientes que se transformaram e floresceram na Bahia, mantendo viva a herança dos povos que cozinharam resistência.
A cada colher de Ekwang ou de Bobó, a cada pedaço de Bombolo ou de pamonha de carimã, provamos a criatividade de um povo que fez da culinária um verdadeiro território de memória.
📹 Vídeo: @melo_aleau
#Elcocineroloko
@charoth10


Comentários
Postar um comentário