✨🌾 ATOTÔ BABA, ATOTÔ 🌾✨

 


Doburu: a Flor do Velho ✨

Em cada grão branco de pipoca, estourado no fogo e espalhado como oferenda, floresce a lembrança do Velho Senhor, Obaluayê. O doburu, chamado também de flor do velho, é muito mais que alimento: é símbolo de cura, transformação e passagem.


Obaluayê, guardião

da terra e do tempo, carrega em seu corpo as marcas da vida e da morte, das dores e das renascenças. Sua presença se revela no silêncio da palha, na poeira do chão batido, no sopro que transforma o milho duro em flor. Cada pipoca é um milagre da mudança, memória de que tudo que sofre pode também florescer.

No Recôncavo Baiano e em tantas casas de axé, o doburu é partilhado em rituais e banquetes, como o Olubajé, momento em que o orixá recebe as comidas preparadas em folhas de mamona. Mas também no cotidiano das comunidades quilombolas, a lembrança da Flor do Velho atravessa gerações, unindo fé, comida e ancestralidade.


Celebrar Obaluayê é reconhecer a força do tempo que cura, é agradecer pela vida que resiste, é semear respeito à terra e às tradições que nos sustentam. Que cada flor do velho que se abre no pilão, na panela ou na esteira seja uma lembrança de que a dor não é o fim, mas o caminho para a renovação.


🌾 Atotô, Obaluayê! 🌾


@elcocineroloko

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