CUSCUZ COMO AGLUTINADOR CULTURAL


Em sua 8ª edição, o evento celebra as alegrias do grão-de-bico – ingrediente ancestral, associado às terras mediterrâneas, carregado de símbolos e tradições populares. 
Seco, nutritivo e versátil, ele aparece tanto em receitas criativas quanto nas preparações do cotidiano. 
E eu me somo a essa grande família na promoção e produção do Festival Kouss·Kouss,2025.

Acompanhe nossa participação Aqui

É ele quem conecta pratos como o bidaoui, o aderyis, o k’dra, o abissar, o bel khorchef, o cuscuz de Ras el-Am e o moghrabieh às especialidades já incorporadas à memória marselhesa, como as panisses e a calentica, há muito presentes nas ruas da cidade fócea.

Em Marselha, o cuscuz tornou-se um verdadeiro aglutinador cultural. 

Essa capacidade de reunir ao redor da mesa faz dele um elo vivo entre culturas, religiões, classes sociais e gerações.

Criado em 2018, o festival espalhou-se rapidamente pela cidade, ocupando restaurantes renomados, cantinas solidárias, associações de bairro e centros culturais.

Nas mesas marselhesas e nos mercados

Jihad Assad (Alexandria), Aida Badji (Marselha), Danielle Barbosa (Marselha), Johann Barichasse (Marselha), Débora Cavalcanti Bandeira & Flavio de Lima (Marselha), Alicio Charoth (Salvador da Bahia), Maha Boukraa & Marwa Ghedir (Túnis), Alix Hardy (Marselha), Hadi Hazim (Beirute), Haya Issa (Amã), Mina Kouk (Marselha), Hamid Miss (Toulouse), Marie Josée Ordener (Marselha), Walid Ould Moussa (Argel), Emmanuel Perrodin (Marselha), Nadia Reguieg (Marselha), Guillaume Sourrieu (Marselha), Aylin Yazicioglu (Esmirna), Andrée Zana Murat (Paris), Anis Zebiche Nadjib (Argel), Melek Zertal (Constantina).

Coletivos (Marselha): CHO3, Mira & On le fait pour nous (grupo Cuisines de La Belle de Mai) e World Central Kitchen for Gaza.
Produtores: Aida Badji (Marselha), Laurent C (Colômbia–Marselha), Sara Lalou & Mounir Ballabas (Argélia), Edgar Soto (Marselha).

Entre memória e criação

O cuscuz atravessa territórios e fronteiras, derrubando muros e conectando universos distintos. Marie-Josée Ordener reforça essa dimensão comunitária ao integrar à programação performances artísticas, concertos e experiências sensoriais, transformando o ato de comer em celebração e expressão cultural.

Depois do grão (2024), do peixe azul (2023) e da harissa (2022), o festival de 2025 dedica-se às delícias do grão-de-bico, ingrediente-chave de inúmeros cuscuzes.
Presente inteiro ou em farinha, ele percorre as margens e colinas marselhesas, combinando sabores e saberes em múltiplos pontos da cidade.

Um dos momentos emblemáticos é o espetáculo “Y a-t-il du son dans mon KoussKouss ?”, no qual a preparação coletiva da sêmola — tradicionalmente feita por mulheres — é acompanhada de cantos, risos e narrativas que reconstroem a memória oral do prato. Para Ordener, a cozinha é também uma forma de arte, capaz de unir saberes, emoções e expressões de um povo.

Outro aspecto essencial é a maneira como o festival enfrenta as disputas em torno da identidade do cuscuz. Em vez de reivindicar uma origem exclusiva, valoriza cada prática cultural e afirma seu caráter universal. Como resume um dos curadores, citando um escritor português, trata-se de celebrar “o universal menos os muros”.

Um banquete coletivo

Cada vez mais unificador, o Kouss·Kouss reúne este ano cerca de 240 profissionais da culinária, espalhados por 40 bairros de Marselha, além de mais de 30 chefs locais e internacionais. Inserido no programa oficial do Verão marselhês, o festival promove a partilha de quase 8.500 cuscuzes preparados pelo coletivo de integração EPICES, servidos gratuitamente em diferentes espaços públicos da cidade. 
Hospitais, casas de repouso, centros sociais, associações e coletivos se mobilizam para alimentar milhares de pessoas, enquanto organizam oficinas, festas e ações de solidariedade.

Brasil no Kouss·Kouss

Em 2025, no âmbito da Temporada Brasil–França, o festival abre espaço também para os cuscuzes brasileiros, herdeiros diretos da África, que carregam memórias de resistência, adaptação e criatividade popular.

Assim, em Marselha, o cuscuz não é apenas comida: é memória, arte, política e festa.
Para Ordener, ele é sobretudo um convite permanente ao encontro, à convivência e ao diálogo.



Aujourd’hui, lors de ma balade matinale au Vieux Port, je suis tombé sur une affiche invitant la ville à participer au Festival Kouss·Kouss.
Pour sa 8ᵉ édition, l’événement célèbre les plaisirs du pois chiche — ingrédient ancestral, associé aux terres méditerranéennes et chargé de symboles et de traditions populaires. Sec, nutritif et polyvalent, il apparaît à la fois dans des recettes créatives et dans les préparations quotidiennes.

Je me joins à cette grande famille dans la promotion et la production du Festival Kouss·Kouss, édition 2025.
Suivez notre participation ici.

Il relie des plats tels que le bidaoui, l’aderyis, le k’dra, l’abissar, le bel khorchef, le couscous de Ras el-Am et le moghrabieh aux spécialités déjà inscrites dans la mémoire marseillaise, comme les panisses et la calentica, présentes depuis longtemps dans les rues de la cité phocéenne.
À Marseille, le couscous est devenu un véritable liant


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