Revista do Conselho de Biologia discute como o estudo da flora pode reduzir a fome no Brasil.
A edição no 55 da Revista O Biólogo, lançada pelo Conselho Regional de Biologia da 1a Região (CRBio-01), propõe um debate sobre a importância do estudo da flora brasileira no esforço para a redução da desnutrição no país, potencializada pela eclosão da pandemia da Covid-19.
No Brasil, a fome e a obesidade são preocupações centrais.
Em dez anos, o maior fator de risco de morte no país mudou de desnutrição para alto Índice de Massa Corporal (IMC) ou excesso de peso.
Os dados são do Global Burden of Diseases, Injuries and Risk Factors Study, conhecido como relatório GBD.
O estudo, que envolveu 3,6 mil pesquisadores em todo o mundo, apontou as doenças que oferecem maiores riscos de morte. Para os brasileiros, chamou a atenção o crescimento da obesidade como maior fator de risco em 2019, desbancando a desnutrição, líder desse ranking no país em 2009.
"As plantas alimentícias não convencionais recebem atenção cada vez maior do público consumidor, mas ainda esperam pela inclusão em programa governamental e por uma difusão para além da bolha de adeptos"
A baixa ingestão de nutrientes resulta em perda muscular e anemia, por exemplo, e a alta ingestão calórica pode originar pressão alta, diabete, trombose e doenças cardiovasculares, entre outros problemas. Por que tantos sofrem de alguma forma de escassez nutricional se o Brasil é tão rico em biodiversidade?
Se, do total das 46,9 mil espécies de plantas registradas no país, mais da metade existe somente aqui, à espera de uma utilização sustentável?
Confira a edição Aqui.



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