QUIABO REMOVE MICROPLÁSTICOS DA ÁGUA COM ALTA EFICIÊNCIA, DIZ ESTUDO
Pesquisadores da Tarleton State University, liderados por Rajani Srinivasan, desenvolveram um método natural e eficaz para remover microplásticos da água utilizando extratos de quiabo e feno-grego.
#INOVAÊ
Esses extratos, ricos em polissacarídeos naturais, demonstraram ser mais eficientes do que o poliacrilamida sintético, comumente usado no tratamento de águas residuais, conseguindo remover até 90% dos microplásticos em diferentes tipos de água, incluindo oceanos, rios e águas subterrâneas.
As substâncias presentes nos fios viscosos do quiabo e no gel das sementes de feno-grego podem capturar microplásticos com mais eficiência do que um polímero sintético comumente usado. Anteriormente, pesquisadores propuseram o uso desses polímeros naturais pegajosos para purificar a água. Agora, eles relatam no periódico ACS Omega que extratos de quiabo e/ou feno-grego atraíram e removeram até 90% dos microplásticos presentes na água do oceano, água doce e águas subterrâneas.
Como funciona o processo
Os extratos são obtidos através da imersão de fatias de quiabo e sementes de feno-grego em água, seguida de secagem e pulverização. Quando adicionados à água contaminada, esses polissacarídeos naturais aderem aos microplásticos, formando aglomerados que se depositam no fundo, facilitando sua remoção.
Resultados práticos
Em testes laboratoriais com água pura contendo microplásticos, o extrato de feno-grego removeu até 93% das partículas em uma hora, enquanto o de quiabo alcançou 67%.
Uma mistura 1:1 dos dois extratos atingiu 70% de remoção em apenas 30 minutos.
Em amostras reais coletadas no Texas, os resultados variaram conforme o tipo de água: o quiabo foi mais eficaz em água do mar (80%), o feno-grego em águas subterrâneas (80–90%) e a combinação dos dois em água doce (77%) .
Implicações ambientais
Além de serem biodegradáveis e não tóxicos, esses extratos vegetais oferecem uma alternativa sustentável aos polímeros sintéticos, evitando a introdução de substâncias químicas adicionais no ambiente aquático. Essa abordagem representa um avanço significativo na busca por soluções ecológicas para a crescente poluição por microplásticos.
Para mais detalhes, consulte o estudo completo publicado na revista ACS Omega: .
https://phys.org/news/2025-05-okra-fenugreek-microplastics.html



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