TREZE DE MAIO – O OUTRO LADO DA HISTÓRIA
Os nossos ancestrais conseguiram a própria liberdade, através das resistências destruíram o sistema escravagista por dentro, utilizando diversas formas de resistência, com revoltas em navios negreiros, uso o exemplo de Salvador em 1823 com os Macuas, o desamor ao trabalho, o aborto, o suicídio (constante entre os Gruncis ou Galinhas na Bahia), o infanticídio, as fugas individuais e coletivas, o justiçamento do senhor e família, o justiçamento do feitor, o envenenamento nas cozinhas brancas, a participação nos movimentos libertários contra a monarquia, as insurreições urbanas e rurais, a manutenção dos cultos aos ancestrais e as forças da natureza e os quilombos.
No dia 13 de maio a maioria da população africana em diáspora estava livre!
Como viviam é outra história. Não havia um projeto organizado de poder, mas, a liberdade foi de luta própria.
O pesquisador é quilombola, descendente dos povos remanescentes dos quilombos, que abrigavam negros escravizados no regime escravocrata, e cobra que seja realizada uma reparação histórica às populações exterminadas durante o processo de colonização e da exploração econômica brasileira.
O treze de maio foi o dia da capitulação branca, assassinada por Isabel, a maioria da população africana e afrodiaspórica estavam livres. Mas, a vingança foi de extrema crueldade: expulsos das senzalas para as favelas, desemprego, baixa-estima, analfabetismo, educação de negação da ancestralidade africana e formação de mentes escravizadas - amantes da branquitude, aumento de doenças como o alcoolismo, diabetes, obesidade, hipertensão por causa da má alimentação e estresse e todos os tipos de violências.
No Brasil, tudo para o imigrante branco europeu, para os africanos em diáspora, nada!
O treze de maio nada a comemorar, conte as crianças e aos adolescentes a verdade!
Kefing Foluke
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