Mário de Andrade, os Cajús e nossas contradições

Jakeline Fernandes Cunha, em sua tese *As várias faces do Brasil: a imagem do caju em Macunaíma*, explora uma gama de informações, um mosaico de nossa cultura alimentar. 

O caju é assim símbolo possível para se pensar a obra-impasse de Mário de Andrade e, por ela, o Brasil.

O caju por si só é fruta contraditória: é doce, esponjosa, suculenta, aromática, mas de sabor travoso deixando certo amargor na boca. 

Os alimentos que aparecem na rapsódia fazem parte do variado cardápio de comes e bebes da nossa tradição. 

Vale acompanhá-los capítulo por capítulo e observar a constância da comilança e, especialmente, da fome das personagens

Nossos indígenas tem uma tradição de fermentados alcoólicos riquíssima. Uma infinidade de fermentados alcoólicos de cajús, cajás, jabuticabas, mandiocas, milhos, mel, ervas, cascas, raizes.

Há registro de elaboração de hidromel e Melomel em nosso território antes da chegada dos europeus. 

Vinhos de jaboticaba, de pitanga, de grumixama (outro fruto nativo da Mata Atlântica) vinhos de caju que eram fermentados em potes de barro, debaixo da terra.

Macunaíma é considerado uma das principais obras do movimento modernista no Brasil. O livro apresenta diversas características desse movimento, como a valorização da cultura popular, a mistura de elementos folclóricos e mitológicos, a experimentação linguística e a crítica social. Mário de Andrade utiliza uma linguagem coloquial e regionalista, buscando retratar a diversidade cultural do país.

Vale conferir esse trabalho 

https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-12032010-172014/pt-br.php



Comentários

Postagens mais visitadas