Hospital cultiva alimentos sem agrotóxicos e oferece aos pacientes


Há pouco mais de um ano, em março de 2020, a diretoria do Hospital São Camilo de São Paulo começou uma parceria inovadora e sustentável com o Instituto Kairós. Juntos, os dois grupos passaram a desenvolver o projeto Horta Urbana São Camilo, que produz alimentos agroecológicos destinados à alimentação de pacientes internados em alguns hospitais da rede. 

A plantação fica em uma área de 16 mil hectares próxima à unidade Granja Viana, em Cotia, na região metropolitana de São Paulo. Todo o projeto é tocado sem qualquer adição de agrotóxicos. Semanalmente, cerca de 50 caixas com produtos colhidos na horta são enviados também para as unidades de Pompéia, Santana e Ipiranga.“Na Unidade Granja Viana, 100% das verduras são produzidas na horta, sem temperos artificiais, utilizando caldos para agregar sabor e valor nutricional às refeições. 

Os alimentos são usados integralmente, incluindo cascas e talos, com o objetivo de aproveitar o máximo de cada ingrediente e combater o desperdício”, conta Tatiana Bononi, supervisora de nutrição.

Para continuar aprimorando o desenvolvimento dos funcionários dos hospitais, a Rede São Camilo também inaugurou um centro de treinamento para nutricionistas e cozinheiros em Granja Viana.  Através de uma composteira, são gerados cerca de duas toneladas por mês de resíduos compostados desde junho. A horta também produz ao menos 30 espécies de plantas alimentícias não convencionais, conhecidas como PANC, e mais de 85 tipos de verduras, legumes e frutas.Rede realizou um estudo para a construção de uma composteira, além de investir na implantação de meios de cultivo para a melhor produção de hortifrutis, como o consórcio de espécies e utilização de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC)”, ressalta.

Ela explica também que uma Rede São Camilo SP criou um centro de treinamento para nutricionistas e cozinheiros dentro da Unidade de Cotia.

“Na Unidade Granja Viana, 100% das verduras são produzidas na horta, sem temperos artificiais, utilizando caldos (vegetais, frango, carne, PANC) para agregar sabor e valor nutricional às refeições. Os alimentos são usados ​​integralmente, incluindo cascas e talos, com o objetivo de aproveitamento o máximo de cada substância e combater o desperdício ”, reitera.

Hoje, o projeto conta com ao menos 30 espécies de PANC, além de mais de 85 variedades de verduras, ervas aromáticas, legumes e frutas. Do total produzido mensalmente, 17% atendem aos pacientes e colaboradores da Unidade Pompeia, 28% de Santana e 27% do Ipiranga.

Dra. Aline Thomaz, CEO da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, destaca que o projeto tem como base o conceito “do campo para a mesa”, cujo propósito é contribuir para que o cultivo dos alimentos ocorra da forma mais natural possível.

“Esse processo gerou aprendizados importantes a todos, eliminando a missão da instituição de promover a saúde de forma ampla, valorizando a qualidade de vida e os bens naturais que dispomos em busca de uma gestão mais sustentável”, reforça.

As ações não apenas viabilizam a oferta de alimentos mais saudáveis ​​a todos, mas também contribuem com o meio ambiente, preferência a atenção do Greenpeace. A organização não governamental ambiental inclui a horta urbana em um documentário que reúne projetos que valorizam a agricultura familiar e agroecologia.


Redação Hypeness


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