Sirlene Santos, quilombola de Morro do Chapéu, é uma das seis vencedoras do Prêmio Impacto por Todas, da ONU

A quilombola da localidade ‘Queimada Nova’, do município chapadeiro de Morro do Chapéu.


As selecionadas estiveram à frente de projetos com ações sociais sustentáveis e alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.


Foi na comunidade quilombola de Queimada Nova, em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina (BA), que nasceu o projeto Sabores do Quilombo, em 2019. Três anos depois, o reconhecimento veio e foi recebido pelas mãos de uma de suas fundadoras, a assistente social, Sirlene Santos. Ela foi agraciada com o Prêmio Impacto por Todas 2022, iniciativa do Todas Group em parceria com o Pacto Global da ONU e o Projeto Florada da 3 Corações.


Criado em 2019, o Projeto Sabores do Quilombo é o resultado do projeto “Resgatando os saberes e sabores quilombolas”, desenvolvido pela Associação Mulheres Quilombolas em Ação Dandaras dos Palmares (AMQADP), na comunidade quilombola de ‘Queimada Nova’. Esse projeto tem como objetivo o resgate da culinária ancestral e a troca de saberes entre as gerações quilombolas locais. Em 2021, o projeto lançou a primeira edição do livro de receitas intitulado de “Sabores do Quilombo – um resgate da culinária quilombola”.


Para Sirlene Santos, que é assistente social, este é um momento de muita felicidade. “A mulher é protagonista da própria história e esse reconhecimento significa alegria pelo trabalho da gente, por toda luta, por tudo que a gente tem feito durante esses anos com a Dandaras, com o Sabores do Quilombo”, pontua a vencedora.

Sirlene ainda destaca a representatividade da mulher rural entre as outras finalistas, que têm perfis urbanos. “As outras companheiras que ganharam, são mulheres urbanas, então, a gente tem essa sensação de que as mulheres rurais também estão ocupando os espaços e também podem impactar outras mulheres. E quando eu consultei o perfil das outras, eu fiquei chocada, porque são mulheres com histórias incríveis: astronautas, doutoras, advogadas”, lembra.


Jornal da Chapada

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