COMENSALIDADE NO CANDOMBLÉ E O ÀSE NA ALIMENTAÇÃO: MEMÓRIA, IDENTIDADE E RESISTÊNCIA

✨ No vídeo, o autor @kimcamargo_ apresenta o capítulo Comensalidade no Candomblé e o Àṣẹ na alimentação, escrito com os professores @borgesrcs e Samuel Silva Rodrigues Oliveira, publicado na coletânea Comida, Cultura e Sociedade.

A cozinha é o coração de um terreiro. É nesse espaço sagrado que se resgatam memórias, fortalecem-se identidades coletivas e se constrói a resistência dos povos de matriz africana. No capítulo Comensalidade no Candomblé e o Àṣẹ na Alimentação, escrito por @kimcamargo_, @borgesrcs e Samuel Silva Rodrigues Oliveira, publicado na coletânea Comida, Cultura e Sociedade, essa relação profunda entre alimentação, espiritualidade e resistência é explorada a partir da cosmologia iorubá.


Kim Camargo destaca que “falar de comida nos terreiros é falar de memória, pertencimento e permanência da nossa história”. A alimentação no Candomblé não é apenas um ato biológico ou social, mas um instrumento de luta contra o racismo religioso e a marginalização das religiões afro-brasileiras. Esse estudo, realizado no terreiro Ilé Àṣẹ Iṣegùn Ọdẹ, em Guapimirim (RJ), sob a orientação da Ìyálórìṣà Paula de Ọdẹ, investiga como os rituais alimentares carregam códigos culturais e religiosos que fortalecem os laços comunitários e preservam tradições ancestrais.


O grande diferencial dessa pesquisa está na articulação entre os alimentos e o àṣẹ, a força vital que conecta o mundo físico e espiritual. Nos terreiros, a comida não apenas nutre, mas também fortalece, cura e comunica. Cada preparo, cada ingrediente e cada oferenda carrega significados profundos que atravessam gerações, reafirmando a resistência e a existência das culturas afro-brasileiras.


O capítulo oferece novas perspectivas sobre como a cosmologia iorubá pode ser um instrumento para desconstruir preconceitos e afirmar a potência dos saberes tradicionais. Conhecer e valorizar essas práticas é essencial para romper com as amarras do racismo e criar novas formas de existir e resistir.


"Espero que essa leitura provoque reflexões, diálogos e reconhecimento da potência que existe nesses saberes", convida Kim Camargo. Muito àṣẹ!


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@elco

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