UM MEZCAL VENEZUELANO? Transferências culturais na gastronomia latino-americana

“O licor ou aguardente de cocuy, elaborado às margens do mar do Caribe, no noroeste da Venezuela (estados de Lara e Falcón), é produzido a partir do Agave cocui, uma variedade descrita em 1913 pelo botânico norte-americano William Trelease e que é endêmica daquele país, onde pode ser encontrada na costa norte e em zonas áridas e semiáridas. Considerado um ‘primo-irmão’ do mezcal (que também possui denominação de origem), o agave de que provém já era aproveitado desde tempos pré-colombianos como alimento e para a confecção de redes de pesca, roupas, calçados, redes de dormir e artesanato, além de fins medicinais. Apesar disso, este destilado venezuelano enfrentou séculos de menosprezo. O historiador José Ángel Rodríguez relatou, por exemplo, que em 1789, durante o período colonial, denunciava-se que, no que hoje é o estado de Lara, os povos originários e as câmaras municipais de alguns povoados abominavam que ‘dentro de cada povoado e seu território se estabelecessem pequenas lojas para a venda pública da aguardente de cana e do cocuy [...] sendo a natureza deste povo tão propensa à embriaguez’.”


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🎨 Theubet de Beauchamp, La vinatería en México, ca. 1810-1827, aquarela colorida sobre papel vergê. Biblioteca do Palácio Real de Madri, Espanha.


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