TECNOLOGIA VERDE APROVEITA A PALHA DO MILHO PARA GERAR BIODERIVADOS DE ALTO VALOR COM ECONOMIA
Extração otimizada de açúcares, ácidos orgânicos e compostos fenólicos com propriedades antioxidantes, antimicrobianas e anti-inflamatórias utiliza apenas água e é promissora para aplicações na indústria de biocombustíveis, farmacêutica e alimentícia.
Em estudo publicado no Biofuel Research Journal, pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) avaliaram a eficiência e o impacto ambiental do aproveitamento da palha de milho com uma técnica que utiliza apenas água pura como solvente para extrair bioderivados.
A palha de milho é um subproduto agrícola abundante (frequentemente descartado) e rico em compostos lignocelulósicos, como hemicelulose, celulose e lignina. No trabalho, fruto da pesquisa de doutorado de Rafael Gabriel da Rosa, o grupo de cientistas extraiu açúcares, ácidos orgânicos e compostos fenólicos com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas a partir desse resíduo, otimizando os parâmetros do processo ao empregar hidrólise (quebra de moléculas grandes em menores) com “água subcrítica” (em alta temperatura e sob pressão alta para evitar ebulição) em vez de hidrólise ácida. O avanço é útil para aplicações na indústria alimentícia, farmacêutica e de biocombustíveis.
A obtenção de cada subproduto depende de variações na temperatura e no pH, seguindo uma sequência de decomposição que inicia nos compostos fenólicos e termina nos ácidos orgânicos, passando pelos açúcares.
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