NAGALAND UNIVERSITY LIDERA PESQUISA ARQUEOLOGICA INOVADORA PARA TRANSFORMAR SISTEMAS ALIMENTARES FUTUROS COM CONHECIMENTO INDÍGENA 🌾

Nas últimas semanas, a Nagaland University (NU) iniciou um projeto arqueológico pioneiro com o objetivo de entender como as comunidades Naga passaram por mudanças climáticas ao longo da história — e extrair lições valiosas para a segurança alimentar e adaptação às crises ambientais modernas.

🎯 Objetivo e abrangência do estudo

O foco é investigar dois tipos de sítios arqueológicos:

1. Locais pré-históricos possivelmente anteriores à agricultura;

2. Antigas vilas Naga, hoje sobrepostas a assentamentos contemporâneos

As análises abarcam períodos do Holoceno (até ~11 mil anos atrás) e da transição para o Antropoceno — quando a atividade humana começou a influenciar significativamente o planeta

🔬 Métodos integrados e colaboração comunitária

O projeto é interdisciplinar, combinando arqueologia, etno-história, estudos botânicos (análise de restos carbonizados e fitólitos), química em fragmentos cerâmicos e testes de datação por radiocarbono.

A pesquisa envolve a comunidade local desde o início: história oral, educação pública — como um filme de arqueologia comunitária em Langa (distrito de Shamator) — e entrevistas em New Phor (Meluri)

As primeiras escavações foram feitas em Langa com apoio do Conselho Tribal Yimkhiung e, atualmente, há trabalho similar em New Phor apoiado pela Pochury Hoho 

🤝 Parcerias e financiamento

Financiada pelo Australian Research Council (2025–2028), a iniciativa envolve colaboração entre várias universidades: Nagaland University, University of Sydney, La Trobe University, University of York e o Birbal Sahni Institute of Palaeosciences (Lucknow) .

Também conta com apoio do Departamento de Arte e Cultura de Nagaland.

💡 Impactos esperados

1. Identificação de práticas agrícolas tradicionais e reservas de alimentos que permitiam adaptação frente a mudanças climáticas;

2. Avaliação de sistemas como o jhum (agricultura itinerante por queimada), antes vistos apenas como prejudiciais, mas agora compreendidos como parte de sistemas ecológicos complexos e resilientes ;

3. Criação de recomendações alinhadas com conhecimentos indígenas para orientar estratégias de segurança alimentar e sustentabilidade futuras;

4. Modelo replicável em outras regiões que buscam integrar arqueologia, ciência e saberes tradicionais .

📝 Conclusão

A pesquisa da NU representa uma abordagem inovadora que reconhece a sabedoria milenar dos povos indígenas como valiosa para enfrentar os desafios alimentares e ambientais contemporâneos. Ao cruzar métodos arqueológicos modernos com o conhecimento comunitário, espera-se gerar soluções sustentáveis e culturalmente sensíveis para o futuro — num momento em que a resiliência dos sistemas de cultivo é essencial.

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