FUNGOS QUE COMEM PLÁSTICO E PRODUZEM ALIMENTO: UMA DESCOBERTA QUE PODE TRANSFORMAR O FUTURO DO LIXO
Em um laboratório subterrâneo da Universidade de Sydney, cientistas isolaram um fungo raro encontrado em um antigo lixão que realiza algo impressionante: ele consome plástico e o transforma em biomassa comestível, rica em proteínas. Sem luz, sem aditivos químicos, sem necessidade de oxigênio. Apenas fungo, plástico e tempo.
"Quando um micróbio foi encontrado mastigando uma garrafa de plástico em um lixão, isso prometia uma revolução na reciclagem. Agora, cientistas estão tentando turbinar esses poderes na tentativa de resolver nossa crise de resíduos. Mas será que isso vai funcionar?"
A cepa, identificada como Aspergillus terreus, não apenas decompõe o plástico. Ela o consome por completo e o converte em um tipo de “carne fúngica”, uma biomassa densa em nutrientes que pode, futuramente, ser usada como alimento ou ração animal. Os testes foram realizados em câmaras completamente escuras, lacradas e abastecidas apenas com resíduos plásticos — e o fungo não apenas sobreviveu, mas floresceu.
O diferencial dessa descoberta está na eficiência. Enquanto outros microrganismos capazes de degradar plástico podem levar anos para agir, o Aspergillus terreus fez isso em menos de 140 dias. E o mais impressionante: sem necessidade de luz solar nem oxigênio. Isso abre possibilidades para seu uso em ambientes extremos, como submarinos, estações espaciais ou comunidades isoladas, onde o tratamento de resíduos e a produção de alimentos são desafios logísticos enormes.
Segundo os pesquisadores, essa inovação pode revolucionar a gestão de resíduos no planeta. Imagine um futuro em que o plástico descartado em aterros ou oceanos se transforme em suplemento alimentar ou base para ração animal — combatendo simultaneamente a poluição plástica e a insegurança alimentar.
Apesar do entusiasmo, os cientistas alertam que ainda é cedo. A bioconversão em escala industrial ainda está em fase de testes, e os protocolos de segurança alimentar precisam ser rigorosamente estabelecidos. Mas o caminho está lançado: o plástico pode deixar de ser apenas um problema ambiental para se tornar uma fonte alternativa de proteína.
> “Pela primeira vez, conseguimos transformar plástico em algo nutritivo usando um organismo que trabalha no escuro e sem oxigênio. Isso tem implicações profundas para o futuro do lixo e da alimentação em ambientes extremos”, afirmou o Dr. Joshua Mylne, coautor do estudo.
A pesquisa foi publicada em maio de 2024 e divulgada por fontes como a University of Sydney, Science Alert e The Guardian.
O que era lixo agora pode ser alimento — graças a um fungo que cresce no escuro.
https://www.theguardian.com/environment/2023/sep/28/plastic-eating-bacteria-enzyme-recycling-waste
“Pela primeira vez, conseguimos transformar plástico em algo nutritivo usando um organismo que trabalha no escuro e sem oxigênio. Isso tem implicações profundas para o futuro do lixo e da alimentação em ambientes extremos”, afirmou o Dr. Joshua Mylne, coautor do estudo.


Comentários
Postar um comentário