đŸ O MITO PALESTINO DO CORPUS CHRISTI đŸ
> Diz-se, nos antigos evangelhos esquecidos,
que o Corpo não subiu ao céu,
mas permaneceu em Gaza.
Diz-se que, antes de ser partido em pĂŁo,
o Corpo era menino correndo entre oliveiras,
falava aramaico,
conhecia o pĂł, o sol, a ĂĄgua da cisterna,
e que sua pele era da cor da terra.
Diz-se que nĂŁo era branco nem romano.
O Corpo era palestino.
> Depois, tomaram-no.
Carregaram-no pelas ruas entre soldados.
Riram dele, cuspiram nele,
e o despiram sob o olhar das mĂŁes.
Repartiram suas vestes.
E o fincaram numa cruz entre dois outros condenados,
como ainda hoje se finca um corpo entre duas explosÔes.
> EntĂŁo veio o dogma:
"Este Ă© o meu Corpo que serĂĄ entregue por vĂłs".
Mas quem Ă© esse "vĂłs"?
E quem continua comendo o Corpo?
Talvez o verdadeiro milagre seja este:
que o Corpo continua a ser dado,
partido,
mastigado,
toda vez que um drone sobrevoa uma casa em Rafah.
Toda vez que uma avó segura o neto estilhaçado no colo.
Todo Corpus Christi Ă© palestino.


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