Investimentos em formação demontram a capacidade de articulação das Baianas de Acarajé.
Símbolo da Culinária da Bahia, as Baianas têm despertado forte capacidade de articulação coletiva, e interesse em assumir protagonismo.
Elas são figuras representativas nos mais diversos eventos turísticos e de receptivos, as Baianas de Acarajé, podem e devem ter uma ação muito mais proativa na difusão do nosso patrimônio.

Rita Maria Ventura dos Santos ou RITA SANTOS, como é mais conhecida, 64 anos, nasceu no Rio de Janeiro, e é hoje a Presidente Nacional da ABAM (Associação Nacional das Baianas de Acarajé e Mingau), ela quem defende e dissemina o plano de salvaguarda do ofício das baianas de acarajé, contando com aproximadamente quatro mil baianas filiadas em todo o brasil.
Em Salvador, cerca de 3.500 baianas estão trabalhando assiduamente com a venda de quitutes e no receptivo de turistas, garantindo emprego e renda para o sustento familiar.
Com muita luta e diálogos constantes com órgãos competentes e poderes público, o Oficio da Baiana de Acarajé tronou-se Patrimônio Imaterial reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, desde 1º de dezembro de 2004.
Fale sobre a importância de preservar estes saberes.É um ofício que já existe há mais 300 anos foi um legado da nossa ancestralidade e precisa sim ser preservado.
Entre os fazeres registrados estão: o preparo do acarajé com seus recheios habituais (vatapá, feito de camarão, ou salada), do abará, do acaçã, do bolinho de estudante, das cocadas, dos bolos e mingaus; o uso de tabuleiro para venda das comidas; a comercialização informal em logradouros, feiras e festas populares; o uso de indumentária própria das baianas, como marca distintiva de sua condição social e religiosa, presente especialmente nos panos da costa, nos turbantes, nos fios de contas e outras insígnias e, por fim, o uso do tabuleiro para venda de comidas.
Descreva seu ofício detalhadamente:
O ofício da baiana consiste na elaboração do acarajé como seu alimento principal feito de feijão fradinho é cebola frito no formato de bola, no azeite de dendê.
É servido com pimenta,camarão, vatapá caruru e salada, em todo território nacional
Como é participar coletivamente do trabalho e da luta pela preservação da Culinária tradicional da Bahia?
Difícil pois não somos valorizadas pelos órgão públicos e a próprio sociedade ajuda pouco, é necessário lutarmos juntos.
Como acredita que pode colaborar com a Rede EMUDE?Acredito sempre que só através de parcerias poderemos avançar, é a coletividade quem desloca o olhar sensível para questões tão pulsantes. Veja o caso dos investimentos em formação, na capital e no interior, despertando a autoestima das Baianas, na luta por auxílio durante a pandemia. Enfim...
Que sugestão daria para potencializar estes Saberes entre os mais jovens?
Acredito que se começar a desenvolver atividades características da nossa cultura nas escolas, para que os jovens compreendam a importância do nosso ofício, o trabalho que dá, e quanto amor empregamos nessa tarefa árdua em continuar com nosso legado ancestral, o entendimento e valorização virá desde mais jovem. Outro ponto importante é proporcionar atividades de conscientização entre as próprias baianas para que elas mesmas tenham orgulho em manter viva essa tradição que vieram das nossas mais velhas, sem perder seu brilho e transformando cada vez mais as nossas iguarias conhecidas nacional e internacionalmente.
Comida de Rua e o Turismo Étnico.
Para o turista, a comida de rua pode se apresentar como manifestação da cultura local a preços acessíveis.
Explorar os sabores e a gastronomia de diferentes destinos já é tendência de viagem. Conhecer a culinária local é tão importante quanto visitar os principais pontos turísticos e é um verdadeiro mergulho na história e nas tradições do país visitado.
Com isso, surgiu uma democratização dos sabores e uma curiosidade nunca antes vista, que envolve desde restaurantes premiados à tradicional e autêntica comida de rua.
O turismo gastronômico parece ser uma indústria altamente benéfica e rentável às comunidades, ao mesmo tempo em que reafirma a sua cultura alimentar.
As iniciativas de turismo gastronômico que utilizam a culinária étnica assumem diversas formas, incluindo passeios e rotas, visitas a restaurantes, eventos públicos como festivais e degustações, e aulas e demonstrações culinárias.
Confira o episódio Hoje é Dia de Tabuleiro - Ep. Especial - Diálogo sobre o Legado Cultural das Baianas de Acarajé.



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