12 coisas para entender o que é ser baiano Por Joana Maltez

Ser Baiano é outro nível, Baiano não tira sarro, tira onda!
Quando o assunto é comida então...













1. Tem atum que não é peixe 
O pescado é utilizado na cozinha de Salvador, mas também se chama atum um delicioso doce de banana coberto de açúcar. 
2. Roupa velha não é só um vestuário fora de combate 
É também um prato muito comum às segundas-feiras ou, em outras palavras, o famoso “restôdonté”: depois de desfiadas, as sobras de carnes da feijoada tradicionalmente servida aos domingos são refogadas na frigideira com temperos e azeite de dendê. 
A “roupa velha” vai à mesa com farinha ou arroz. 
3. Moqueca é diferente de ensopado 
Apesar do modo de preparo parecido, há diferenças: a moqueca, além do leite de coco, leva ainda azeite de dendê, o que resulta em um prato mais saboroso e também mais calórico. 
4. Azeite doce nada mais é… 
Do que o azeite de oliva. Fala-se assim para diferencia-lo do azeite de dendê. 
5. Comer queimado 
Não quer dizer que a comida passou do ponto. Na Bahia, queimado é também usado para bala ou bombom. 

6. Tem chumbinho na panela E não é de veneno que estamos falando. 
Na Bahia, também chama chumbinho um tipo de marisco fácil de encontrar nos manguezais do Recôncavo, muito usado nas moquecas. 
Ele também pode ser chamado de papa-fumo, burdigão, fuminha, fumo-de-rolo, samanguiá, vôngole, sarnambi…

7. A frigideira é de comer 
Além de utensílio, a frigideira é uma receita feita a base de ovos, temperos e, eventualmente, batatas. Quando pronta, ela se parece muito com uma torta de forno e pode levar no recheio ingredientes como siri catado, camarão ou bacalhau. 













8. Baiano que é baiano, ama pão delícia… 
Esse pãozinho está para os baianos assim como o pão de queijo está para os mineiros. É vendido em lanchonetes, padarias e supermercados e costuma aparecer até em festas de casamento. A massa leve, fofinha e polvilhada de queijo parmesão pode ainda ser recheada de catupiry (é a versão mais comum), cheddar, atum, patê de peito de peru…

9.Não abre mão de tomar um picolé 
Capelinha na praia 

O famoso picolé surgiu na década de 1970, na Capelinha de São Caetano, e logo virou febre nos verões da capital. Atualmente, há muitos genéricos dele pelas praias, mas o original vem com o nome carimbado no palito – ou seja, é preciso tomar o picolé para descobrir! 

10.E tem um acarajé para chamar de seu 
A maioria dos baianos tem o seu acarajé preferido sim, mas eles não são necessariamente os famosos bolinhos vendidos nos tabuleiros, cuja fama extrapolou os limites soteropolitanos. 
O melhor acarajé de um baiano pode estar ali, pertinho de sua casa ou do seu trabalho e tentar chegar a um consenso sobre o tema é pura perda de tempo. Acarajé: o quitute mais famoso das ruas de Salvador 
11. Quente ou frio? 
Agora se tem coisa que faz um baiano rir com vontade é ver um turista passando apuros por causa do excesso de pimenta no acarajé. Todo mundo sabe, mas não custa repetir: quando uma baiana pergunta “quente ou frio”, ela não está se referindo à temperatura do bolinho, mas à quantidade de pimenta que ela deve colocar. Quem responde “quente” deve estar preparado, pois elas não costumam economizar.

12. Ainda ao redor do tabuleiro… 

Não pense bobagem se ouvir alguém dizer “punheta”. A palavra também é usada para designar o bolinho de estudante (quitute doce à base de tapioca e coco), como sentenciou Jorge Amado em O Sumiço da Santa: “E tu não sabe menina? Olha que tu sabe muito bem, o nome é punheta, bolinho de estudante é pronúncia de besta!”.

13. E ainda têm as gírias… 
Baiano não bebe muita cerveja ou outra bebida alcoólica. Come água. Baiano não pega ônibus. Pega o buzu. 
Baiano não foge da chuva. Foge do toró. 
Baiano não fica chateado. Fica virado no estopo ou retado. 
Baiano não diz “evite isso/aquilo/aquele lugar, é perigoso”. Diz “não vá que é barril”. 
Baiano não vai para um banquete. Vai para um regabofe. 
Baiano não vai para a festa. Vai para um reggae, independente do estilo musical da festa. 
Baiano não chama para ir embora. Diz “borimbora”. 
Baiano não diz que não vai. Diz “quem vai é o coelho!” 
Baiano não diz “duvido”. Diz “eu quero é prova e R$ 1,00 de big-big”. 
Baiano não vai jogar futebol. Vai pegar um baba. 
Baiano não fala “de modo nenhum”. Diz “quem é doido?!” ou “aooonde!”.
Baiano não diz “Meu aniversário é daqui a sete dias”. Diz “meu aniversário é de hoje a oito”. 
Baiano não diz “fiquei três horas esperando”. Diz “fiquei três horas de relógio esperando”. 
Baiano diz “ôxe” a toda hora. Ôoooxe… 
E quem disse que baiano fala ôxe?

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