Nova sorveteria de BH cria receitas cremosas usando a casca das frutas

Os sorvetes cítricos da Casca, que fica no Mercado Central, são surpreendentemente cremosos, apesar de não ter nenhum tipo de gordura.


Um cozinheiro que faz sorvete. Ícaro Mateus leva toda a sua experiência em restaurantes para a Casca, a mais nova sorveteria de Belo Horizonte, no Mercado Central. Com uma visão abrangente da gastronomia, ele explora técnicas e sabores incomuns. “Queremos brincar com o paladar dos clientes e mostrar que dá para comer os ingredientes de várias formas, tanto num prato quente como numa sobremesa gelada”, destaca. Uma das propostas é usar frutas da estação.

Ícaro trabalhou com carnes exóticas no Rima dos Sabores e com comida italiana no Est! Est!! Est!!!, onde entrou como auxiliar e saiu subchef. Mas nunca com sorvete. A ideia de desenvolver receitas geladas surgiu há três anos em uma conversa com Inaê Carvalho, sua colega de cozinha. Ele falou que nunca tinha provado um sorvete bom de café e ela se animou a tentar fazer. Depois de muitas pesquisas e testes, o sorvete foi parar no cardápio do Café Magrí.

Na sequência, a dupla foi desafiada a criar um sorvete para acompanhar a salada de frutas do Magrí. Com vontade de fazer algo novo, que despertasse a curiosidade das pessoas, eles chegaram ao sorvete de laranja-baía (com casca e sem leite). “Pensamos: o que fazer para o sorvete ficar cremoso?. Vamos usar a casca. Fazemos primeiro um purê com ela, para dar consistência, e depois acrescentamos o suco da laranja. Então, ele fica com pedacinhos”, descreve Ícaro.
Enquanto ainda estavam empregados, Ícaro e Inaê investiram em maquinário e começaram a produzir em maior escala, inicialmente só para o Café Magrí. Até que surgiu a oportunidade de fazer um sorvete de baunilha do cerrado para o restaurante O Tacho, um de leite defumado para o Noca e os pedidos foram só aumentando.

Enquanto ainda estavam empregados, Ícaro e Inaê investiram em maquinário e começaram a produzir em maior escala, inicialmente só para o Café Magrí. Até que surgiu a oportunidade de fazer um sorvete de baunilha do cerrado para o restaurante O Tacho, um de leite defumado para o Noca e os pedidos foram só aumentando.


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