Comida tradicional- O conhecimento sobre a comida tradicional envolve a cultura, a história, os padrões alimentares e como estes foram moldados ao longo do tempo.



No entanto, faltam informações sobre os alimentos tradicionais nas atuais bases de dados nacionais de composição de alimentos.
Os métodos de preparação desses alimentos foram transmitidos de geração em geração, sem qualquer documentação.


A alimentação tradicional proporciona segurança alimentar, além de preservar os valores culturais. Esses alimentos podem ser usados ​​em momentos de crise, durante a escassez de alimentos ou sazonais, aumentando assim a subsistência da comunidade.
Por essa razão, os alimentos tradicionais também estão ligados ao saber-fazer do agricultor, isto é, a forma com a qual ele processa (saber-fazer) o alimento, em conjunto com a qualidade ímpar das suas matérias-primas. Assim o alimento produzido e consumido em cada região passou a ser mais uma diferenciação entre as diversas culturas, o que tornou os costumes gastronômicos e os alimentos sinais de identidade de cada população.
Dessa forma, esses produtos também são chamados de tradicionais, artesanais, caseiros, de qualidade, produtos da terra, entre outras denominações. Isto posto, os alimentos tradicionais podem ser definidos como sendo “um produto único pelo emprego de matérias-primas e pelos conhecimentos aplicados, assim como os usos de produção, de consumo e de distribuição e que atualmente recebem, entre outras, as denominações de local, artesanal ou regional”

Os alimentos tradicionais também podem funcionar como um elo entre a sociedade e os sistemas alimentares sustentáveis, são baseados em cereais, leguminosas e verduras são uma boa fonte de carboidratos e proteínas.
Além disso, os alimentos fermentados à base de leguminosas são ricos em aminoácidos, vitaminas e minerais.
Por exemplo, o kinema, que é nativo da comunidade Limbu, tem grandes quantidades de ácido linoléico, que é bom para o coração. 
O alimento é enriquecido com vitaminas de riboflavina e niacina devido à fermentação microbiana do feijão. Semelhante é o caso da masyaura, feita a partir de leguminosas, que contém grandes quantidades de proteínas solúveis e vitaminas do complexo B, e auxilia na digestibilidade do amido.
Apesar dos benefícios e da fácil disponibilidade, muitos alimentos tradicionais estão à beira da extinção e são menos populares entre a geração mais jovem. Podemos promover a comida tradicional por meio de programas de alfabetização alimentar.
A alfabetização alimentar é necessária para melhorar o conhecimento sobre o que comer para melhorar a saúde e como ter acesso a alimentos nutritivos.
A alfabetização alimentar pode ser promovida entre crianças e jovens por meio do conhecimento informal baseado na comunidade e do conhecimento formal baseado no currículo.
Um trabalho substancial deve ser realizado para documentar os efeitos benéficos dos alimentos tradicionais para a saúde. 
Além disso, precisamos determinar os componentes micro e macronutrientes dos alimentos tradicionais e elucidar seu papel no padrão alimentar tradicional. 
A promoção de alimentos tradicionais e indígenas pode ajudar a resolver o problema da desnutrição em países em desenvolvimento como o Nepal, Nigeria e até mesmo no Brasil.
Para promover alimentos tradicionais e indígenas, precisamos atualizar nossas políticas e estratégias.
É necessário um sistema de documentação de conhecimentos e práticas tradicionais. 
Os formuladores de políticas devem estar engajados na promoção de alimentos indígenas, ao mesmo tempo em que integram a biodiversidade alimentar nas políticas e programas governamentais. 
É necessário apoiar os indígenas, quilombolas, que dependem da produção de alimentos, a partir de politicas publicas efetivas, para diminuir a grande lacuna das diferenças sociais no Brasil.

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